Define-se por histerectomia a remoção cirúrgica do útero. De acordo com a extensão dos órgãos removidos, existem 3 tipos de histerectomia: total (remoção do útero e colo uterino), subtotal/ parcial (remoção do útero com preservação do colo) ou radical (remoção do útero e colo com ressecção da parte superior da vagina). Nestas três técnicas podem também ser removidos os ovários e trompas. Este procedimento pode ser efectuado por três vias: abdominal, laparoscópica e vaginal. O presente folheto explica o que esperar após a cirurgia de histerectomia. 

Pós-Cirúrgico imediato: 

Cirurgia via Abdominal/ Laparoscópica 

  • Incisão cirúrgica ao nível do abdómen 
  • Presença de pequena hemorragia vaginal 
  • Sensação de cansaço 
  • Algaliação durante, pelo menos, 24 h pós-operatório 

Cirurgia via Vaginal 

  • Presença de compressa vaginal a remover 24 h após a cirurgia 
  • Presença de pequena/ moderada hemorragia vaginal 
  • Sensação de cansaço 
  • Algaliação durante, pelo menos, 24 h pós-cirurgia 

Após alta para o domicílio: 

Observe diariamente o penso cirúrgico e procure sinais de infeção: 

  • Rubor, calor, edema ou dor no local cirúrgico; 
  • Febre; 
  • Drenagem de pus. 

Cuidados a ter após cirurgia: 

  • Evitar subir escadas nos primeiros 2/3 dias após a cirurgia; 
  • Gerir analgesia (medicação para as dores) recomendada pelo Médico; 
  • Promover uma higiene cuidada e adequada; 
  • Evitar levantar cargas pesadas até consulta de pós-operatório; 
  • Evitar conduzir nas primeiras 2 semanas, ou até indicação médica; 
  • Não praticar relações sexuais até indicação médica; 
  • Evitar atividades físicas durante 6/8 semanas; 
  • Consumir uma dieta equilibrada, com presença de alimentos ricos em fibra, assim como, ingestão de 1,5 l de água por dia para prevenir obstipação. 

Quando consultar o seu médico? 

  • Hemorragia vaginal abundante; 
  • Febre acima dos 38,2 ºC; 
  • Drenagem vaginal com cheiro; 
  • Sinais de infeção na região da sutura; 
  • Náuseas/ vómitos; 
  • Dificuldade em urinar; 
  • Dificuldade em evacuar nos 2/3 dias após a alta hospitalar. 

Informação elaborada pelo Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital de Braga

FI.GINOB.022