O que é?
A dilatação endoscópica é um procedimento terapêutico que visa resolver obstruções do tubo digestivo, denominadas de estenoses, e que podem ocorrer como consequência de várias doenças: cancro, acalásia, radioterapia, cirurgia prévia, doenças inflamatórias, isquemia, doença de refluxo.
Para a dilatação são usados dispositivos específicos para o efeito, balões ou dilatadores rígidos Savary-Gilliard. Tanto pode ser executada numa endoscopia digestiva alta como numa colonoscopia conforme o órgão com redução do calibre e portanto poderá implicar apenas jejum ou uma preparação para limpeza intestinal no caso da colonoscopia. Em casos selecionados é necessário o apoio de RaioX para auxiliar na dilatação.
Sendo um procedimento invasivo, não carece de internamento hospitalar na vasta maioria das ocasiões pelo que o doente pode ter alta no final do exame, exceto na ocorrência de alguma complicação.
A dilatação endoscópica é um tratamento e não uma cura de um problema do aparelho digestivo pelo que ajuda a melhorar a qualidade de vida, mas pode implicar várias sessões intervaladas no tempo.
Riscos, complicações e cuidados a ter:
As contraindicações à dilatação endoscópica são a impossibilidade de realização do exame em segurança, nomeadamente por condição de saúde instável do doente e a incapacidade de utilização dos instrumentos necessários (ex: numa estenose muito comprida e apertada).
O procedimento costuma causar dor transitória, essencialmente durante a sua execução pelo que os doentes são frequentemente anestesiados para o efeito.
As principais complicações da dilatação são a dor, a hemorragia e a perfuração. O risco de hemorragia é particularmente superior em doentes medicados com antiagregantes e/ou anticoagulantes pelo que existe necessidade de suspender estes fármacos previamente em todos os doentes com exceção da aspirina em baixas doses (até 150mg/dia). No caso de se encontrar sob alguma destas medicações deve consultar o seu médico ou seguir as recomendações dadas pelo Serviço de Gastrenterologia na altura da marcação do exame.
Caso ocorra alguma complicação, esta pode ser resolvida de forma imediata por técnicas endoscópicas, no entanto pode ser necessária uma intervenção cirúrgica urgente para resolução da mesma ou transfusão sanguínea numa hemorragia massiva. A mortalidade associada a este exame é inferior a 0,1%.
Informação elaborada pelo Serviço de Gastrenterologia do Hospital de Braga
FI.GASTRO.050