Material

  • Cateter de teflon (Abocath 22G/24G) 
  • Seringas / SF
  • Compressa / Desinfetante
  • Adesivo transparente protetor 

Técnica de Punção

 

  • Desinfetar a zona eleita; 
  • Fazer prega com mão não dominante; 
  • Inserir agulha com um único movimento, com bisel para cima, num ângulo de 45°; 
  • Aspirar para garantir que não foi puncionado um vaso; 
  • Fixar a agulha com adesivo transparente.

Mudança de Cateter – Quando

  • Hemorragia no local de punção; 
  • Induração da pele circundante;
  • Eritema/Edema local;
  • Dor;
  • Sinais inflamatórios; 
  • Prurido. 

Locais de Administração

  • Região supraclavicular 
  • Região interescapular 
  • Região abdominal / peri-umbilical 
  • Deltoides 
  • Região Antero lateral das coxas

Nota: Evitar pele irradiada, locais com edema, inflamação, infiltração tumoral, regiões ulceradas) 

Soluções para Administração

  • NaCl 0,45% – 0,9% 
  • Dextrose 5% em H2
  • Dextrose 5% em NaCl 

Nota:Volume máximo administrado de 3000 mL/dia, divididos por dois locais diferentes (nunca nos deltoides). 

Fármacos que podem ser administrados por Via SC

  • Ampicilina 
  • Butilescopolamina 
  • Furosemida 
  • Fentanilo 
  • Haloperidol 
  • Levomepromazina
  • Metoclopramida 
  • Midazolan
  • Morfina 
  • Ondansetron 
  • Tramadol 
  • Entre outros 

Fármacos que devem ser administrados por Via Única

  • Dexametasona 
  • Diclofenac
  • Octeótrido 
  • Cloreto de Potássio 20mEq (com supervisão médica pode ser diluído em 500 mL SF ou SG 5% e administrado a 62.5 mL/h)
  •  Ceftriaxona​
  • Fenobarbital 

Fármacos contraindicados por Via SC

  • Clorpromazina 
  • Diazepam
  • Metamizol

A via oral deve ser a via preferida em cuidados paliativos, contudo, muitas vezes esta não está acessível ou a absorção não está assegurada, pelo que é necessário encontrar alternativas. 

Vantagens

  • Maior acessibilidade e menor desconforto comparativamente com a via EV; 
  • Eficácia comprovada no controlo sintomático; 
  • Menor risco de infeção sistémica;
  • Permite a administração por qualquer profissional de saúde ou cuidador treinado; 
  • Redução do número de hospitalizações;
  • Baixos níveis de concentrações plasmáticas de opióide
  • Permite a administração de soros, sem risco de sobrecarga rápida (hipodermóclise); 
  • Mantém autonomia do doente. 

Contra Indicações

  • Proximidade de articulações e locais de proeminências ósseas; 
  • Ascite/ Anasarca/ Linfedema
  • Administração de soluções hipertónicas e suplementos nutricionais; 
  • Pessoas em avançado estado de caquexia por hipertrofia do tecido subcutâneo; 
  • Pele não integra / Local com massa tumoral;  
  • Zona irradiada; 
  • Choque/Hemorragia/desidratação grave; 
  • Trombocitopenia grave;
  • Recusa do doente.

Informação elaborada pela Equipa Intra-Hospitalar de Suporte aos Cuidados Paliativos do Hospital de Braga

FI.EIHSCP.006