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Fake news: como reconhecer e combater?

O que são Fake News?  

As fake news ou notícias falsas são informações criadas ou manipuladas que são difundidas com o objetivo de enganar, influenciar ou causar confusão. Muitas vezes, essas notícias apresentam-se disfarçadas de informações legítimas ou de títulos sensacionalistas para atrair a atenção do público. O fácil e rápido acesso à informação que a internet proporciona, permite encontrar respostas para diversas questões na área da saúde, no entanto, contribui para a rápida propagação das fake news, podendo levar as pessoas a tomarem decisões prejudiciais e causar danos graves através da divulgação de informação errada sobre doenças e tratamentos.  

Como identificar Fake News em Saúde? 

 Em 10 de novembro de 2020, a SIC transmitiu uma reportagem sobre um surto de legionella no norte de Portugal que atribuiu erradamente uma declaração a Graça Freitas (Diretora-Geral da Saúde na época) onde a mesma mencionava: “DGS pede para fecharem vidros dos carros na A28”. Por se tratar de uma fake news, foi rapidamente desmentida pela DGS. Este exemplo ilustra a importância de verificar a veracidade das informações antes de compartilhá-las, pelo que deve estar atento e tomar as seguintes precauções:  

▪ Verificar a fonte de informação e confirmar se a notícia foi divulgada por um meio de comunicação credível: analise se os factos e a fonte de informação são fidedignos.  

▪ Investigar o autor: Profissionais reconhecidos e com uma trajetória comprovada têm um histórico de trabalhos que pode ser verificado.  

▪ Verificar as imagens: as imagens podem ser manipuladas por isso faça uma pesquisa para confirmar a sua autenticidade.  

▪ Refletir antes de partilhar: desconfie de títulos sensacionalistas ou exagerados, verificando se outros meios de comunicação credíveis divulgaram a mesma informação.  

▪ Desconfiar sempre: promessas milagrosas e resultados rápidas para doenças são algo bom demais para ser verdade, provavelmente é falso. 

Como combater as Fake News em Saúde? 

 ▪ Procurar fontes oficiais e reconhecidas na área da saúde, como o portal da Direção-Geral da Saúde (DGS), do Serviço Nacional de Saúde (SNS), do SNS 24, da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) ou da Unidade Local de Saúde de Braga (ULSB), evitando sites desconhecidos ou com informações duvidosas.  

▪ Esclarecer dúvidas ou solicitar informação junto de profissionais de saúde, evitando seguir orientações de influenciadores ou especialistas desconhecidos.  

▪ Não partilhar notícias que tenham sido difundidas por alguém anónimo ou inexistente e optar por informações baseadas em evidências científicas divulgadas por fontes de informação fidedignas na área da saúde.  

▪ Denunciar conteúdos falsos ou duvidosos, reportando essa informação a órgãos oficiais na área da saúde.  

O combate às fake news é uma responsabilidade partilhada. Ao adotar uma postura crítica e informada, contribuímos para a promoção da literacia em saúde e para o fortalecimento de uma sociedade mais consciente e bem informada. 

 

FAKE NEWS: NÃO ALIMENTE ESTA IDEIA!

Joana Silva, Madalena Torres, Maria João Ramos e Susana Malheiro  

Enfermeiras no Serviço de Internamento de Cirurgia Plástica e Cirurgia Vascular da ULS Braga

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