Nos dias de hoje, muito se ouve falar sobre Bullying. É um assunto com o qual toda a comunidade se deve preocupar: não é um comportamento normal, nem faz parte do crescimento da criança. O termo Bullying descreve um comportamento agressivo e repetido, com impacto negativo no desenvolvimento psicológico, emocional e social das crianças vítimas e das crianças que o praticam.
O Bullying pode assumir várias formas: físico (ex. bater, danificar objetos pessoais), psicológico (ex. insultar, ameaçar, comentar negativamente a aparência pessoal/orientação sexual) e cyberbullying (abuso psicológico através das redes de comunicação).
A pessoa que pratica Bullying é descrita como aquela que não considera errado ser cruel e magoar os outros, se irrita com facilidade e recorre à força. A vítima é, geralmente, ansiosa, tímida, insegura, com baixa autoestima e dificilmente pede ajuda.
As consequências do Bullying são diversas. A vítima pode apresentar ansiedade e depressão, insónia, perda de apetite, comportamentos de automutilação, sofrer rejeição social e tentativas de suicídio; o agressor pode tornar-se num adulto abusivo, com comportamentos desviantes.
Em suma, devem ser promovidas, nas crianças e nos jovens, competências que possam prevenir a agressão e deve ser reforçada a atenção de todos, aos sinais de alerta; importa perceber se estarão a assumir o papel de agressor ou de vítima, para se atuar e solicitar ajuda o mais rapidamente possível.
Sinais de Bullying:
- Ter medo de ir à escola
- Sentir-se mal de manhã (ex. dores de barriga)
- Diminuir o rendimento escolar
- Chegar a casa com as roupas estragadas
- Chegar a casa com fome porque lhe “tiraram” o dinheiro/lanche
- Ter pesadelos frequentes
- Apresentar hematomas ou arranhões
- Isolar-se, baixa autoestima, tristeza e irritabilidade

Sílvia Duarte
Psicóloga da ULS Braga