As crianças diferem na forma como respondem a eventos dolorosos, frequentemente acompanhados de medo e ansiedade.
Associada a uma lesão tecidular real ou potencial, a dor é uma experiência desagradável envolvendo a componente sensorial e emocional, sendo por isso uma sensação subjetiva.
Existem vários tipos de dor: a dor aguda, sensação de curta duração em resposta a um trauma específico e a dor crónica que acontece quando a sensação persiste após o período estimado para recuperação de uma lesão normal.
A dificuldade em avaliar a dor é inversamente proporcional à idade, atendendo a que a criança de maior idade tem a capacidade de verbalizar a sua dor, ao contrário do recém-nascido, lactente e prematuro.
Ao avaliar a dor como 5º Sinal Vital, usamos as seguintes escalas de avaliação: NIPSS (escala de avaliação de observação de comportamentos); faces (indicação da intensidade da dor a partir de ilustrações); e numérica (indicação da intensidade de dor de 0 a 10).
7 Estratégias utilizadas para minimizar a Dor da Criança:
- Colocar o lactente ao seio materno durante todo o procedimento;
- Efetuar massagens;
- A presença e a colaboração dos pais durante os procedimentos invasivos deve ser encorajada e devidamente preparada;
- Terapias complementares: toque terapêutico; aromoterapia; musicoterapia
- A brincadeira lúdica como estratégica terapêutica, reduzindo a ansiedade e o medo;
- O uso de um creme anestésico local;
- A Sacarose a 24% (uma solução oral açucarada) é um meio eficaz na redução da dor.
Os cuidados de enfermagem devem ser orientados por uma avaliação sistemática da dor, uma atitude preventiva em relação ao seu aparecimento e uma intervenção personalizada, aliando assim as intervenções farmacológicas e não farmacológicas.

Filipa Monteiro
Enfermeira Especialista do Serviço de Pediatria da ULS Braga
Teodora Machado
Enfermeira Especialista do Serviço de Pediatria da ULS Braga