HUB da Saúde
Pele e Cabelo, Prevenção e Estilo de Vida

O Dia do Euromelanoma

O Dia do Euromelanoma, Dia dos Cancros da Pele, celebrou-se, em Portugal, no passado dia 20 de maio. A responsabilidade da organização deste dia pertence à Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo (APCC) e à Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia (SPDV), contando, como vem sendo habitual, com a colaboração dos serviços de Dermatologia e Venereologia a nível nacional, entre eles, o do Hospital de Braga.

Este ano, optou-se por priorizar os doentes de risco e a necessidade do ensino do autoexame da pele. Esta medida vem no sentido de dar ênfase à identificação de lesões suspeitas de Cancros da Pele para, de imediato, o utente recorrer ao seu Dermatologista ou ao seu Médico Assistente que terá possibilidade de efetuar o adequado rastreio e, se necessário, efetuar pedido de Teleconsulta, com imagens, aos Serviços de Dermatologia.

O lema deste ano é : O céu é o seu guia!

Os cancros da pele continuam a ser o tipo de cancro mais comum em todo o mundo e são, entre os vários tipos de cancro, aqueles cujo aumento é mais expressivo. A boa noticia é que os cancros da pele podem ser prevenidos com a adoção de medidas de proteção contra os perigos da exposição solar excessiva. Podem ser tratados com sucesso se forem detetados precocemente.

Quem está em risco elevado de cancro de pele?

  • Tem pele clara ou é propenso a queimaduras solares;
  • Sofreu queimaduras solares na infância;
  • Teve uma grande exposição ao sol (a trabalhar ou em lazer);
  • Faz exposições periódicas ao sol (por exemplo, nas férias)
  • Recorre a solário;
  • Tem mais de 50 “sinais” (nevos) no corpo;
  • Tem uma história familiar de cancro da pele;
  • Tem mais de 50 anos de idade;
  • Foi submetido a um transplante de órgão.

Como e onde procurar?

Examine a sua pele, pelo menos de 2 em 2 meses, para verificar se apresenta qualquer alteração ou mancha de aparência suspeita. O exame deverá incidir sobre todo o seu corpo, parte anterior e parte posterior, com particular cuidado nas áreas expostas ao sol. Coloque-se em frente a um espelho de corpo inteiro com um espelho de mão para ajudar a verificar as áreas mais difíceis de visualizar.

Procure na sua pele os sinais que:

  • Sofreram alguma alteração de tamanho, cor e/ou forma;
  • Têm aspeto diferente dos restantes (conhecido como o sinal “patinho feio”);
  • São assimétricos ou têm bordos irregulares;
  • São ásperos ou escamosos (às vezes pode sentir-se as lesões antes que elas sejam visíveis);
  • Têm várias cores;
  • Dão vontade de coçar;
  • Sangram ou libertam líquido;
  • Têm aspeto rosado;.
  • Parecem uma ferida, mas não cicatrizam.

Se conhecer os sinais e fizer um autoexame com intervalos de 1 a 2 meses, pode impedir que uma lesão suspeita evolua e se torne mais grave ou invasiva.

As crianças têm um maior risco de problemas de pele a longo prazo relacionados com a exposição ao sol exagerada e não protegida. Brincar ao ar livre é importante, mas nunca se deve deixar que uma criança sofra queimaduras solares.

Por isso, não se esqueça:
Ao ver o sol, proteja a pele e adote medidas de proteção contra os raios UV.

Ao ver a lua cheia, está na altura de fazer o autoexame da pele (pelo menos de 2 em 2 meses) .

Celeste Brito

Dermatologista da ULS Braga

Exit mobile version