O nascimento de um filho, é um dos momentos mais especial e significativo na vida de uma mulher ou casal, senão mesmo, o mais importante. Por este, e outros motivos, o parto representa um momento muito aguardado, e por vezes também um momento que traz alguma ansiedade ou até medo.
A melhor forma de se trabalhar o medo e crenças limitante da gravidez e parto, é através de informação e esclarecimento, recorrendo á preparação para o parto, nomeadamente, através da utilização do Hypnobirthing e das suas estratégias.
Desmembrando a palavra “Hypnobirthing”, temos então, “Birthing” que significa nascimento e “Hypno” que significa hipnose. A hipnose conversacional, simplificando o termo, refere-se ao uso adequado da linguagem para mudar a forma como nos sentimos e como o corpo reage.
Deste modo, o Hypnobirthing trata-se de um método ou filosofia de preparação para o nascimento, onde crenças e receios são trabalhados, ao longo da gravidez, fazendo com que a mulher se sinta mais tranquila, relaxada e confiante, tanto durante a gravidez como no seu trabalho de parto e parto. A prática regular das estratégias de hypobirthing durante a gravidez, torna este método mais eficaz, uma vez que é esse treino que permite o “automatismo” no contexto do parto. Pretende-se que no dia do nascimento, a mulher apenas deixe o corpo trabalhar, sabendo, instintivamente, o que fazer.
Trata-se então, de um conjunto de técnicas, que vão permitir a quebra de um ciclo de medo – tensão – dor, sem que nenhuma mulher seja hipnotizada, ou que realize qualquer atividade fora do seu consciente ou vontade, como poderá sugerir a palavra numa primeira interpretação.
Alguns dos recursos utilizados pelo hypnobirthing são as afirmações positivas, tanto em forma de cartões como em áudios, a imaginação guiada (também com recurso a áudios) e meditações, técnica de visualização e a mais importante, a respiração.
O Hypnobirthing não promete o parto que idealizaram ou um parto perfeito. O Hypnobirthing facilita uma gravidez mais tranquila e contribui para uma experiência de parto mais positiva onde a mulher é a protagonista do seu parto.
Rita Paulo
Enfermeira do Serviço de Obstetrícia da ULS Braga
